✉️ A carta que ficou na gaveta
Conto · B1 · Avançado · Família · Memórias · ⏱️ 4 min · ✏️ Imperfeito · Conjuntivo
Quando o Rui arrumava a casa da mãe, encontrou uma carta velha dentro de uma gaveta. O envelope estava fechado e tinha um nome que ele não conhecia: Teresa Almeida, Rua das Flores, Coimbra.
A carta era de 1974. A mãe do Rui, que morreu no ano passado, tinha vinte anos nessa altura. O Rui hesitou. Se abrisse a carta, talvez descobrisse um segredo; se não a abrisse, nunca saberia quem era a Teresa.
Decidiu não a abrir. No sábado seguinte, apanhou o comboio para Coimbra e procurou a Rua das Flores. Uma senhora de cabelo branco abriu a porta. Quando viu o envelope, começou a chorar.
«A tua mãe e eu éramos as melhores amigas», disse. «Zangámo-nos por causa de uma tolice e nunca mais falámos. Esperei esta carta cinquenta anos.» Leu-a em silêncio e sorriu. «Ela pedia-me desculpa. Eu também lhe devia ter pedido.»
O Rui voltou para casa a pensar que, às vezes, é preciso que alguém entregue as cartas que ficaram na gaveta.
Texto original escrito para o curso (português europeu). Lê uma vez sem o glossário, depois uma segunda vez com ele.
🧐 Compreensão
1. Onde encontrou o Rui a carta?
2. De que ano era a carta?
3. O que decidiu o Rui fazer?
4. Porque é que a mãe do Rui e a Teresa deixaram de falar?
✏️ Gramática do texto
Completa com a forma correta do verbo — as frases vêm do texto. Foco: Imperfeito · Conjuntivo.
É preciso que alguém as cartas.