🏢 O vizinho do quarto andar
Conto · B1 · Avançado · Vizinhos · Cidade · ⏱️ 4 min · ✏️ Imperfeito · Conjuntivo
Quando me mudei para o prédio da Rua do Sol, ninguém sabia nada sobre o vizinho do quarto andar. Saía de casa muito cedo, voltava depois da meia-noite e nunca cumprimentava ninguém no elevador. Os outros vizinhos diziam que era estranho; a Dona Amélia, do segundo, tinha a certeza de que era espião.
Uma noite de inverno, a luz do prédio foi abaixo. Eu estava nas escadas com uma vela quando ouvi passos. Era ele. Trazia uma lanterna e uma caixa de ferramentas e, sem dizer uma palavra, arranjou o quadro elétrico em dez minutos.
«Sou eletricista no hospital», explicou, quase a pedir desculpa. «Faço noites. Por isso nunca vejo ninguém.» Convidei-o para um chá e descobri que também gostava de xadrez.
Hoje jogamos todos os domingos, e a Dona Amélia, que já não acredita em espiões, traz-nos bolo. Se eu não tivesse subido as escadas naquela noite, talvez continuássemos todos a inventar histórias.
Texto original escrito para o curso (português europeu). Lê uma vez sem o glossário, depois uma segunda vez com ele.
🧐 Compreensão
1. O que pensava a Dona Amélia sobre o vizinho?
2. O que aconteceu numa noite de inverno?
3. Qual é a profissão do vizinho?
4. O que fazem hoje aos domingos?
✏️ Gramática do texto
Completa com a forma correta do verbo — as frases vêm do texto. Foco: Imperfeito · Conjuntivo.
Se eu não as escadas, talvez continuássemos a inventar histórias.